Agatha Pitombo Bacelar

Formação

  • Professora Asistente de Grego LIP-UnB
  • Doutoranda em Histoire et Civilisations na École des Hautes Études en Sciences Sociales
  • Mestre em Letras Clássicas - UFRJ
  • Bacharel em Letras Português-Grego - UFRJ

Projetos de pesquisa

"Exegese alegórica na filosofia neoplatônica: estudo e tradução do porphyriou peri tou en odysseiai ton nymphon antrou (Porfírio, Sobre a gruta das Ninfas na Odisséia)"

O projeto tem por escopo principal desenvolver um estudo sobre a exegese alegórica na filosofia neoplatônica pagã, notadamente no texto A Gruta das Ninfas na Odisséia, de Porfírio de Tiro. Sabe-se que o referido texto é o único exemplar completo de uma interpretação desta natureza. Nele, o filósofo desenvolve inúmeros aspectos importantes do seu pensamento, notadamente concernente à psicologia. E no próprio movimento de exegese das linhas da Odisséia, Porfírio vai revelando as fontes de que se serve e tecendo importantes argumentos filosóficos. Subsidiariamente, propõe-se a tradução comentada do texto, que é inédita no idioma português.

"Tragédia e oratória na Atenas clássica: interfaces, confluências e delimitações"

O presente projeto visa a analisar as relações entre a tragédia e a oratória áticas considerando-as não como gêneros literários, mas como gêneros discursivos. Neste sentido, as interfaces e confluências observáveis entre ambas decorrem menos de uma lógica de influências de um gênero sobre o outro do que do fato de estes dois gêneros produzirem textos pertencentes a um mesmo contexto sociocultural: a Atenas democrática do período clássico. As especificidades que delimitam cada um destes dois gêneros impõem, no entanto, objetivos e metodologias distintas para se investigar a recepção da oratória na tragédia e a recepção da tragédia na oratória. A estas especificidades genéricas, acrescente-se um imperativo decorrente do estado de transmissão dos corpora trágico e oratório: a maior parte da produção da poesia trágica que nos chegou data do século V a.C., ao passo que os discursos dos oradores áticos que nos foram transmitidos remontam sobretudo ao século IV a.C. Deste modo, no primeiro caso, busca-se verificar como repercussões da prática da eloquência pública, inerente ao funcionamento das instituições democráticas na Atenas clássica, pode ser observada nos textos da poesia trágica que nos chegaram, quer através de investigações semânticas possibilitadas sobretudo pela projeção das instituições políticas do presente democrático sobre o passado representado na cena trágica, quer através da identificação, nas falas dos personagens das tragédias, de figuras de linguagem e técnicas argumentativas explicitadas nas primeiras codificações gregas da arte retórica. No segundo caso, o da recepção da tragédia na oratória, a partir do levantamento de passagens da oratória ática em que se fazem referências, diretas ou indiretas, à poesia trágica, busca-se observar de que modo tais referências se inserem nas estratégias argumentativas dos oradores, bem como refletir sobre os significados e configurações do gênero trágico na democracia ateniense do séc. IV a.C, através de questões como: há diferenças no modo como são citados versos trágicos e versos pertencentes a outros gêneros poéticos? Qual a autoridade do poeta trágico na cidade dos oradores? Que estatutos e valores se atribuem aos personagens das tragédias nas arenas da eloquência ateniense do período clássico?. 

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  • Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3594383262391297

 

 

Apoio
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